Músico e Pesquisador: JR Bocca
"Uma imersão na musicalidade, na tradição oral e nas narrativas da cultura afro-brasileira comandada por JR Bocca."
Este núcleo é um espaço vivo de criação, aprendizado e preservação dos saberes afro-brasileiros. A Música Afro-Brasileira no Quilombo Cultural vai muito além da performance artística: ela envolve formação humana, memória comunitária, construção artesanal de instrumentos, tradição oral, samba, reggae, Congo, Jongo, folclore e a profunda valorização dos nossos mestres populares.
Jr. Bocca é baixista, compositor, instrumentista e produtor musical. Sua trajetória e musicalidade atravessam o cenário independente e as raízes da música brasileira, utilizando um groove único e a fusão de estilos como ferramentas estéticas e de conexão para o diálogo com diferentes culturas.
Com uma consolidada carreira solo de 33 anos, atua na difusão da música autoral por meio de performances ao vivo, arranjos marcantes e experimentações sonoras. Desenvolve projetos que integram ritmos tradicionais e contemporâneos, buscando expandir a presença e a potência da nossa identidade musical no mercado fonográfico e nos palcos globais.
Ao longo de sua trajetória, tem circulado com destaque por importantes palcos internacionais, sobressaindo-se com sua marcante turnê pela África Austral, que contou com passagens pelo renomado AZGO Festival e pelo Festival Luso em Moçambique.
Administrador, educador e um atuante gestor cultural focado na valorização da identidade afro-brasileira e do samba capixaba. Com sólida trajetória acadêmica, possui graduação em Administração (ênfase em RH), Licenciatura em Matemática, e pós-graduações em Gestão Escolar e Educação Matemática, acumulando mais de uma década de experiência no ensino público.
Destaca-se como compositor de sambas de roda e sambas-enredo, assinando obras para agremiações tradicionais do Carnaval no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, como a GRES Pega no Samba, Independente de Eucalipto, GRES Rosa de Ouro e Madureira de Turfe, incluindo o samba-enredo campeão da tradicional escola de samba Piedade para o Carnaval 2025.
Como ativista e produtor, é o idealizador do premiado projeto "Samba & Mania" (reconhecido pela Prefeitura de Vitória por sua contribuição à igualdade racial), do projeto social e pedagógico "Pega do Amanhã" (voltado à formação de jovens periféricos através do samba) e um dos articuladores do "Movimento Samba Novo". É também autor do espetáculo artístico "Pelo Telefone".
Atuante nas juventudes ministrando oficinas de letra e rima, formações e diálogos culturais. Possui uma trajetória marcada pelo uso do Hip-Hop e do RAP como ferramentas de transformação social e protagonismo juvenil.
Participou ativamente de marcos como a oficina no #2 Reviravolta Coletiva no CRJ (2013), e foi palestrante com o tema “O HIP-HOP Salvou Minha Vida” (2014) no Colégio Americano Batista e Faculdade Doctum. Ministrou a “Oficina de Letra e Rima - A Biblioteca Misteriosa parte II” (2017), realizada pela Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas e Secretaria de Cultura de Cariacica.
Proferiu a conferência “RAP: arte transformando vidas” no VII COLARTES (2019) promovido pelo PPGA-UFES, liderou a webconferência “RAP: Potencialidades e Protagonismo Juvenil” (2020) pelo IFES Linhares, e integrou os diálogos do “RAPOLITIZANDO – Batalha de MC’s: como começar a rima?”. É também o idealizador dos grupos de estudos “Batalha de MC’s: Diálogo que nos une” e “Com a palavra RAP: arte e protagonismo juvenil”.
Referência na salvaguarda e transmissão de conhecimentos ancestrais da cultura capixaba. Desenvolve um papel fundamental na construção artesanal de instrumentos ligados ao folclore, ao Congo e ao Jongo.
Sua atuação fortalece os saberes tradicionais, a musicalidade popular e a preservação das técnicas de lutheria afro-brasileira, garantindo que o ritmo, a confecção e a tradição oral das matrizes africanas permaneçam vivos nas novas gerações.